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Agenda - CLUBE DA PALAVRA AO VIVO @ Teatro São Luiz

Sex, 31 Mai 2013 

São poetas, músicos, contadores de histórias, actores. E palavram ao vivo, com desenho digital feito no momento. E da poesia à prosa, das canções às histórias, a actualidade acaba sempre por subir ao palco atrelada às palavras. Na televisão o Clube da Palavra acontece todas as semanas no Canal Q. É o Clube da Palavra ao vivo, palavristas.


No Jardim de Inverno, 23h30


Agenda - Eixo Crioulo: Sukuro @ Café TATI

Qui, 30 Mai 2013 

Carolina Varela - voz
Guilherme Canas Pinto - guitarra
João Fragoso - contrabaixo
Javi Mojave - percussão
Guilherme Melo - bateria

Agenda - Jazz no Tati @ Café TATI

Qua, 29 Mai 2013 

Bruno santos (entrada livre)

Agenda - LER DOM QUIXOTE @ Teatro São Luiz

Ter, 28 Mai 2013 

Programar a leitura integral do Dom Quixote de la Mancha, é evidentemente, quixotesco. E, acredite-se, divertido. E diverso. Tanto que vamos desbravando caminho e temas, sem nos fixarmos numa direcção precisa – como por acaso, ele mesmo fez ao deixar o seu cavalo, Rocinante, livre de escolher o rumo das suas andanças. Além das surpresas que da leitura vêm, temos outras… Já que não só de ler se trata, mas também de falar, comentar, discutir, pôr em relação… 

É que, em definitivo, o mundo do Quixote não encerra em si o Mundo, ultrapassa-o.

Blog - Paulo David Galerista por um dia

Ter, 21 Mai 2013 

Por ocasião do décimo aniversário da Galeria das Salgadeiras, o Arquitecto Paulo David é “galerista por um dia” e apresenta a exposição colectiva «História Natural» que inaugura dia 25 de Maio às 19h na Galeria das Salgadeiras. A exposição é composta por dois
núcleos, tirando partido da especificidade do espaço físico da galeria. No piso térreo, será apresentada parte da história (natural) de dez anos da Galeria das Salgadeiras com obras de Cláudio Garrudo, Helena Gonçalves, Jaime Vasconcelos, Joanna Latka e Pauliana V.
Pimentel. Enquanto que no 1º andar será apresentado um “depósito cultural” que revele parte da história (natural) destes cinco artistas. Em ambos os contextos, pretende-se estabelecer um diálogo mais visual ou táctil com o visitante, contribuindo com outras camadas de leitura que uma obra de arte pode proporcionar.


Blog - Novo livro de ManueL Norberto Corrêa

Seg, 20 Mai 2013 

Esta quinta-feiras (23 Maio) às 18h na Sala dos Espelhos do Palácio Foz (Restauradores) a Uzinabooks lança o novo livro do arquitecto Manuel Norberto Corrêa.A apresentação contará com as presenças de Ana Menhert Pascoal, Graça P. Corrêa, Michel Toussaint, Nuno Marques e Germana Tânger.


Cr�nica - Relatividade

Dom, 19 Mai 2013 

Tanto quanto sabemos, a Terra formou-se há aproximadamente 4,6 mil milhões de anos (criacionistas, podem parar a leitura por aqui). Os primeiros vestígios de seres vivos surgiram há 3,5 mil milhões de anos, mas só com a explosão de vida do Câmbrico, com a invenção do sexo e tudo o que de maravilhoso isso trouxe, e que só por si já justificaria outra crónica, é que o  registo fóssil nos permite ter mais certezas sobre o evoluir dos acontecimentos. Sabemos que no final do Pérmico e no final do Cretácico, respectivamente há 250 e 65 Milhões de anos, duas extinções em massa, talvez resultado do colisão com um asteróide, reduziram drasticamente a quantidade de espécies no planeta. A última destas marcou o fim da era dos dinossauros e libertou espaço para a expansão dos mamíferos sobre os continentes e os mares. Mas foram precisos muitos mais milhares de anos até esses animais placentários cobertos de pêlos e que amamentam as crias evoluírem até chegarmos ao primeiro homem. Bom, chegando a esta espécie é preciso ter cuidado sobre o sentido a que damos à palavra ‘evoluir’… Basta estarmos atentos às notícias e ao comportamento dos que nos rodeiam para percebermos que o planeta, e os outros seres vivos discordariam de que a partir deste ponto tenha havido de facto uma ‘evolução’. Adiante: chegámos, para o bem e para o mal, ao Homo Sapiens Sapiens, a nossa espécie.
É difícil apreender esta escala de tempo absolutamente transcendente, da mesma forma como é abarcar os muitos biliões de euros necessários para o resgate dos bancos que foram deixados falir, quando se luta todos os meses para pagar a renda de casa. Ou entender a maravilhosa correspondência entre o tempo geológico e os lugares físicos em que estão representados. Quando falamos do Jurássico podemos estar a falar (além do filme de Spielberg) do famoso período em que os maiores animais terrestres de sempre caminhavam no planeta, ou de uma parede rochosa à nossa frente na Lourinhã, ou de outras formações rochosas de onde vieram os calcários que decoram Lisboa, incluindo o chão do bar. Ou seja podemos estar a falar de um espaço ou de um tempo.
Tendo estudado Geologia, seria de esperar que esta compreensão do fogacho que é a nossa breve presença na Terra me fizesse encarar com leveza a passagem do tempo. Afinal o que são 8 horas de trabalho no bar, quando sei que esperei 15 mil milhões de anos, desde o Big Bang, para nascer?
Infelizmente o tempo é relativo e é relativo à nossa escala e aos nossos humores. Toda a gente sabe que o tempo voa quando uma pessoa se diverte, mas o que dizer daqueles dias em que, devido ao clima invernoso, a ainda não ter chegado o dia de pagamento, ou a qualquer acaso inexplicável, o bar permanece desolada e penosamente vazio? Fuma-se um cigarro, bebe-se um shot, preparam-se as bases das caipirinhas, verifica-se o stock pela décima vez, trocam-se histórias, mas entre pessoas que se encontram quase todos os dias há poucas novidades para contar em tanto tempo. Um tempo que custa mesmo a passar. É talvez a componente mais difícil deste trabalho: saber lidar com a espera. Baudelaire achava que sabia o que era o ‘ennui’ mas se tivesse trabalhado num bar descobriria que ainda não sabia tudo sobre o assunto. As horas passam, lentamente, e começa-se a contagem decrescente para colocar este dia na coluna do ‘menos’ e ir para casa repousar.
Mas o que é que acontece frequentemente nesses dias? Quando já estamos mentalizados que a noite acabou? Mal sabemos nós que um sinal psíquico parece ser emitido e que simultâneamente, todas as pessoas na rua, qual agentes adormecidos, receberam a missão secreta de se dirigirem para o bar. E em poucos minutos, grupos de 5, 10 ou 20 clientes entram de rompante, pedindo dúzias de bebidas ao mesmo tempo. E como gente chama gente, qualquer pessoa que passe à porta sente uma vontade irresistível de entrar. 
E nós? Bom, o primeiro impulso é pensar “Agora é que aparecem?!? Agora não é preciso, vão se embora!!!” Mas rapidamente, a própria faculdade de pensar perde-se enquanto nos transformamos numa máquina de servir: copo, gelo, copo, garrafa, fatia de limão, copo, imperial, lima, açúcar  shaker, passa-me a garrafa de vodka, ainda há água com gás? copo, garrafa, não é esse copo, gelo, menos gelo, ir buscar gelo, não há copos, ir à mesa buscar copos, falta o pano, limpar as mesas, shots para todos…
E o tempo? Bom, o tal tempo do tédio já lá vai. Não existe tempo, simplesmente. Tempo para um cigarro, uma conversa, para pensar. Até que alguém fecha a porta da rua e apercebemo-nos que são horas de servir a última bebida e fechar a casa. Acabou. Acabou? Acabou! Parar. Um cigarro. Estou aqui outra vez.
E nessa altura, podemos, com o cansaço, baixar os olhos e vermos a tal laje de calcário e pensar nos milhões de anos que demorou a chegar ali… mas temos a certeza que aquela noite demorou ainda mais tempo a passar! 


Agenda - Jam-session @ Café TATI

Dom, 26 Mai 2013 

Jam-session com
Gonçalo Marques-trompete
Bruno Santos-guitarra
Filipe Melo-piano
Romeu Tristão-contrabaixo
João Pereira-bateria
(Entrada livre)

Cr�nica - NO VERTIGO

Sáb, 30 Jun 2012 

Há anos que estava para vir a este sítio.
 
O Vertigo é, antes de mais, local de repasto para o intelecto. Como se o QI aumentasse dez pontos só de subirmos o degrau de palmo e meio que antecede a porta. Cá dentro, todas as conversas são inteligentes, todos os assuntos são intelectualmente estimulantes. Como o vento na cara, quando levamos a janela aberta e fazemos uma curva repentina à esquerda.
 
Numa mesa atrás de mim, fala-se sobre os hábitos de amor e guerra na Antiga Grécia. Mas não só de ideias se alimenta este café de que os lisboetas não se cansam. As chávenas de chá são autênticos baldes de prazer fumegante. A compota de morango embeleza os scones que, pouco antes ainda no forno, provocam crepitares de doçura no mais céptico paladar.
 
Em frente, um pequeno regalo para a vista, mas a minha posição é tão descarada que não me atrevo a olhar…
 
A fome aperta-me as sinapses no cérebro. («Apetite, Raquel, fome é de três dias») Afinal, o meu amigo aguardava companhia.
 
– Esta cidade é uma desgraça para estacionar – entra uma loura deslavada de tom de voz pretensioso que bloqueia o meu campo de visão para aquele que há pouco não me atrevi a encarar.
 
– Sabe o que é que eu queria mesmo, mesmo, mesmo?
 
Pausa.
 
– Um chá… verde, de menta!
 
– De menta – repete a empregada de mesa.
 
– De menta? Óptimo.
 
Hoje, o meu amigo sentou-se novamente em frente de mim, mas desta vez mais perto. Hoje, fui eu a companhia. E pude olhar à vontade.
 
– Eu não fumo – largou a meio da conversa, de forma não muito subtil. O ar que quero respirar sorriu por dentro.
 
«Eu também não», pensei. Não foi preciso dizê-lo. Tenho a certeza de que já o sabia.

Agenda - Capitan Laços de Amor & Nuno Lopez & La Flama Blanca. @ MusicBox

Sáb, 25 Mai 2013 

A mensalidade Tropicante celebra o seu primeiro aniversário, numa sessão especial com os convidados Capitan Laços de Amor & Nuno Lopez, que se juntam a La Flama Blanca.
A viagem aos trópicos está agendada para o clubbing de 25 de Maio!