Qua, 26 Dez 2012
Não se imagina um bar sem música. É uma coisa intangível, como a simpatia de quem serve ou a boa disposição de quem enche a casa, mas é sem dúvida a que mais facilmente pode condicionar as outras duas. Dificilmente alguém trabalha com um sorriso enquanto é massacrado sonicamente pelo DJ que mais detesta no mundo; e um barman sizudo é um péssimo cartão de visita da casa. Já os clientes, livres da obrigação de ficarem até ao fim da noite, têm uma forma muito mais expedita de mostrarem o seu desagrado, e num dos locais com maior densidade de estabelecimentos de diversão nocturna do planeta, o tempo entre uma má opção musical e a debandada geral para outro bar quase que rivaliza com o tempo entre o sinal ficar verde e o condutor de trás buzinar, no trânsito português.
Claro que falo de bares de música electrónica de dança, porque os bares em que basta um CD a tocar e umas mesas onde se possa conversar estão livres deste problema, desde que haja o mínimo de coerência na selecção musical: alternar entre o mais pachorrento reggae e o mais violento death metal é algo que só se atura no estado de embriaguez dançante das horas que antecedem o nascer do sol, não quando se está a construir a noite.
Mas nesses bares perde-se a magia, que tantos procuram, de haver alguém, na hora, a pensar, a escolher e a misturar as batidas e as melodias que vai oferecer ao público. Mesmo para quem acha que um DJ não é um músico, à sua frente no bar está o fascinante e o belo de uma performance na hora.
É claro que isso também é válido para a música ao vivo, mas à partida quem vai ver o Zeca Maneca & o seu violão, ou a banda de covers dos maiores êxitos do rock, já sabe que vai ao que gosta e por lá fica.
A música modela estados de espírito, acelera o ritmo cardíaco ou embala-nos numa doce viagem; Pode subliminarmente tornar-nos mais agressivos, alegres, ousados, apáticos, ou reflexivos. Pode acalmar-nos de uma fúria sem razão ou levar-nos a extravasar as energias negativas acumuladas. É um grande poder, e como aprendeu Peter Parker, uma grande responsabilidade. Manter o delicado equilíbrio entre o seu estilo pessoal e o som que agrada aos clientes e ao dono do bar, mas sendo inovador e querendo mostrar o material novo que tanto se pesquisou, e em que tanto dinheiro se gastou, é um ónus que só recai sobre os melhores profissionais deste métier, tão glamouroso como ingrato.
Por isso aqui fica a minha vénia, respeito e amizade aos DJs que ouvi, conheci e com quem trabalhei que tornaram as nossas noites de trabalho mais leves e agradáveis de passar, e que ganharam a minha admiração.
Numa sessão de esclarecimento promovida pela Câmara Municipal de Lisboa, dia 13 de dezembro, Manuel Brito, vereador da Proteção Civil, informou os moradores do Bairro Alto de todos os detalhes inerentes a este sistema, que passa por instalar 27 câmaras de videovigilância em pontos fulcrais do bairro, numa operação que estará concluída em 120 dias.
Dissuadir a criminalidade, sem colocar em causa a privacidade dos moradores, é um dos princípios fulcrais do sistema, que funcionará entre as 22h00 e as 7h00. Não haverá câmaras ocultas, não serão focadas portas ou janelas, e “as imagens serão apenas visualizadas exclusivamente pela PSP”, garantiu o Intendente Luis Elias.
Esta operação, em articulação com a Polícia de Segurança Publica e a Policia Municipal, não pretende substituir a atuação das forças de segurança, como afirmou Manuel Brito: “O sistema de vídeo proteção não substitui aquilo que é essencial, que é uma política de polícia de proximidade para que os cidadãos sintam que há agentes das forças dos serviços de segurança na rua que estão próximos de si e também os comerciantes, que têm uma perceção de insegurança e, portanto, isso tem de ser combatido”.
“Não há liberdade sem segurança” afirmou ainda o autarca, opinião também partilhada pelas presidentes das Juntas de Freguesia de Santa Catarina e Encarnação, presentes na sessão. Manuel Brito apontou os exemplos de Paris, que tem instaladas 2400 câmaras, e de Londres, cujo recurso às imagens de videovigilância permitiu uma investigação mais eficaz nos atentados recentes.
O Bairro Alto recebe em algumas noites 200.000 pessoas, pelo que este dispositivo complementar de segurança, que em França é designado por vídeo proteção, retirando uma eventual carga negativa, será mais um instrumento usado para garantir a segurança dos moradores.
Em preparação está já um novo plano de ruído para o Bairro Alto, destinado a melhorar a qualidade de vida nesta zona da cidade, informou ainda Lopes Rodrigues da Policia Municipal de Lisboa.
Pode obter esclarecimentos adicionais enviando e-mail para vvbairroalto@cm-lisboa.pt ou por telefone: 213 227 322
Sáb, 23 Mar 2013
“Luz” é o título da exposição que Lucília Monteiro inaugura na Galeria das Salgadeiras apresentando uma série de fotografias e uma instalação em torno da temática do ex-voto. Esta é a primeira exposição de Lucília Monteiro na Galeria das Salgadeiras.
Lucília Monteiro aborda este tema, não pelo lado religioso, mas sim pelo seu cariz estético e objectual, retirando-o do seu contexto natural que seria uma igreja ou uma capela. Ao registar esta menina de coração na mão, desde logo e per se uma metáfora dos tempos actuais e da nossa vunerabilidade enquanto espécie, Lucília Monteiro posiciona o seu olhar numa perspectiva simbólica dessa representação da figura e do corpo humanos, acrescentando-lhe uma outra camada de representação que é a imagem fotográfica.
Uma espécie de “natureza-morta” delicada e concretamente colocada numa mesa e banhada pelas cambiantes da luz natural ao longo do dia, como que a perguntar, citando José Tolentino de Mendonça a propósito desta série, “Que luz me dará a ver o invisível?”.
Esta exposição insere-se na temática do Silêncio, tema escolhido pela Galeria das Salgadeiras em ano de comemoração do seu décimo aniversário.
A exposição “Luz” de Lucília Monteiro estará patente ao público de 23 de Março até 18 de Maio, na Galeria das Salgadeiras, de Quarta a Sexta das 17h às 21h, e Sábado das 16h às 21h.
Lucília Monteiro tem-se destacado no seu trabalho enquanto foto-jornalista, nomeadamente na Revista Visão (Porto) numa colaboração já com 20 anos e da qual há a realçar pela sua importância as seguintes reportagens: Guerra na Bósnia, em 1995; Minorias Étnicas na China, em 1998; Guerra em Angola, em 2001; e Golpe de Estado na Venezuela em 2001. Desde 1989, tem participado em diversas exposições, sendo de destacar a exposição colectiva “A2V” que inaugura a 15 de Março na Centro de Artes - Casa das Mudas, na Madeira. Publicou uma série de livros de Fotografia.
Sex, 22 Mar 2013
A Galeria das Salgadeiras inaugura “Luz” de Lucília Monteiro, Sábado dia 23 de Março às 19h.
“Luz” é o título da exposição que Lucília Monteiro inaugura na Galeria das Salgadeiras apresentando uma série de fotografias e uma instalação em torno da temática do ex-voto. Esta é a primeira exposição de Lucília Monteiro na Galeria das Salgadeiras.
Lucília Monteiro aborda este tema, não pelo lado religioso, mas sim pelo seu cariz estético e objectual, retirando-o do seu contexto natural que seria uma igreja ou uma capela. Ao registar esta menina de coração na mão, desde logo e per se uma metáfora dos tempos actuais e da nossa vunerabilidade enquanto espécie, Lucília Monteiro posiciona o seu olhar numa perspectiva simbólica dessa representação da figura e do corpo humanos, acrescentando-lhe uma outra camada de representação que é a imagem fotográfica.
Uma espécie de “natureza-morta” delicada e concretamente colocada numa mesa e banhada pelas cambiantes da luz natural ao longo do dia, como que a perguntar, citando José Tolentino de Mendonça a propósito desta série, “Que luz me dará a ver o invisível?”.
Esta exposição insere-se na temática do Silêncio, tema escolhido pela Galeria das Salgadeiras em ano de comemoração do seu décimo aniversário.
Lucília Monteiro tem-se destacado no seu trabalho enquanto foto-jornalista, nomeadamente na Revista Visão (Porto) numa colaboração já com 20 anos e da qual há a realçar pela sua importância as seguintes reportagens: Guerra na Bósnia, em 1995; Minorias Étnicas na China, em 1998; Guerra em Angola, em 2001; e Golpe de Estado na Venezuela em 2001. Desde 1989, tem participado em diversas exposições, sendo de destacar a exposição colectiva “A2V” que inaugura a 15 de Março na Centro de Artes - Casa das Mudas, na Madeira. Publicou uma série de livros de Fotografia.
A exposição “Luz” de Lucília Monteiro estará patente ao público de 23 de Março até 18 de Maio, na Galeria das Salgadeiras, de Quarta a Sexta das 17h às 21h, e Sábado das 16h às 21h.
Sáb, 16 Mar 2013
O
concerto de lançamento do novo disco dos fabulosos Calhau!, duo de artistas visuais e músicos do Porto, irá acontecer este Sábado dia 16 de Março no Carpe
Diem Arte e Pesquisa, sito na Rua d’O Século, nº 79, Bairro Alto.
O LP sairá em formato vinil 12’’, edição de autor, com o nome MAGNETO LUMINOSO CONDUTOR SOMBRA.
Está já um tema disponível para escuta no bandcamp da banda - http://bit.ly/Zd4AtN
Qua, 6 Mar 2013
A inauguração e o lançamento do livro na Kgaleria acontecem a 7 de Março, Quinta-feira, pelas 18h30.
A vida na morte
Há fotógrafos que teimam em trilhar os caminhos menos óbvios, mais espinhosos. Que gostam da provocação, da sugestão, da ironia e de alguma matreirice, sem que isso se pareça em nada com joguinhos florais ou ziguezagues barrocos – não é dar curva só para ver se a máquina aguenta, é dar a curva pelo prazer de derrapar, de andar no limite e de ver a poeira a levantar. Valter Vinagre é um destes fotógrafos. Pediram-lhe o sopro da vida e ele deu-lhes a boca escancarada da morte. Pediram-lhe o pulsar das coisas naturais e ele deu-lhes os olhos vítreos e a língua empastada de verniz. Pediram-lhe a celebração da dinâmica imparável da diversidade biológica e ele deu-lhes a monotonia taxidérmica que tenta ferir o tempo, estancando-o numa expressão terrífica, num corpo que não passa de uma cápsula de nada.
A série Animais de Estimação ganhou forma (e vida!) por causa de um convite ao colectivo [kameraphoto] para participar na iniciativa E.C0 2010 que reuniu em Madrid fotografias de vinte colectivos da Europa e da América do Sul. E, sim, no meio de todas as outras imagens de natureza viva eram estas imagens de natureza morta e teatral que mais poderosamente nos remetiam para uma ideia ampla de natureza, em toda a sua infinitude e complexidade.
Há fotógrafos assim - que não têm emenda. Para nosso bem.
Dois dedos de conversa entre Sérgio B. Gomes e Valter Vinagre a propósito de Animais de Estimação. Maio 2010.
Qua, 13 Fev 2013
Época vitoriana de regresso para o Dia dos
Namorados
Pelo terceiro ano consecutivo, o Gin Hendrick’s abre as portas da sua Clínica de Cortejo Refinado, retomando o serviço que oferece dicas de etiqueta, tanto a solteiros que procuram atrair potenciais pretendentes como a casais que pretendem desenvolver as suas relações com um grande nível de compostura.
Em funcionamento de 13 a 17 de Fevereiro, a Clínica de Cortejo Refinado estará situada na zona do Chiado. De entre as várias actividades que poderão ser experienciadas, destacam-se a “Etiqueta do primeiro encontro”, o “Picnic romântico”, “Como convidar alguém para dançar” ou ainda “Comunicação não-verbal em situações de cortejo”.
Em todas as actividades estarão presentes, uma vez mais, várias personagens vitorianas sob o comando do Dr. Sixwivs e da sua assistente Miss Isabella Folornicate, figuras já muito conhecidas e acarinhadas pelos visitantes da Clínica.
A perspectiva da marca de gin é de que as boas maneiras e os princípios de épocas passadas, caíram em desuso e Hendrick’s, através da sua Clínica de Cortejo Refinado pretende reavivá-los, assim como transmitir os valores e bons costumes da época vitoriana, na altura mais romântica do ano, o Dia dos Namorados. Com este serviço, espera-se conseguir ajudar os visitantes a encontrarem a sua cara-metade ou pelo menos a desenvolverem as suas aptidões de cortesia e romantismo.
Morada da Clínica: Rua da Misericórdia, nº 79, Lisboa
Dom, 3 Fev 2013
No arranque das comemorações do décimo
aniversário, a Galeria das Salgadeiras apresenta a exposição “Olhar
estrangeiro em territórios conhecidos” da artista brasileira Luisa
Mello.
Uma instalação de auto-retratos em fotografia impressa em
tecido, nos quais a artista aborda a temática do “Silêncio”. O seu
próprio corpo, fragmentado e numa representação quase abstracta em tons
monocromáticos, onde o “silêncio experimenta a matéria no espaço e no
tempo” nas palavras de Luisa Melo.
Seg, 4 Fev 2013
A Charcutaria Francesa fechou. Fechou uma casa onde se comia bem e preços acessíveis.
Mas podemos continuar a disfrutar dos cozinhados da mesma equipa.
Manuel Pessoa, planeia as refeições para a sua família semanalmente e entrega em casa.
Mais informações em www.manuelpessoa.com